Gabriela Tamura
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Decretando o fim da ilegalidade dos labs de inovação

Decretando o fim da ilegalidade

Quando organizações públicas decidem navegar pelas águas da inovação e elegem a estruturação de um Laboratório como o meio para fazê-lo, rapidamente se deparam com uma questão muito comum a qualquer iniciativa do setor: devemos ou não formalizar esta ação?

Criar um Marco Legal do laboratório?

Entendemos aqui que a formalização (ou criação de Marco Legal dos laboratórios) acontece quando há a publicação de algum instrumento normativo – lei, regimento interno, portaria, etc. –, que institui a criação e, muitas vezes, apresenta mais detalhes referentes à composição e ao funcionamento dos Laboratórios.

Inicialmente, é importante destacar que parece não haver consenso sobre a necessidade de formalização dos Laboratórios. No entanto, uma pesquisa realizada pelo Ipea em parceria com a Rede InovaGov¹ observou que 80% das iniciativas analisadas são formalizadas, o que aponta a escolha pelo caminho da formalização como uma forte tendência.

Sendo assim, de forma a complementar análises quantitativas e tipológicas em relação à formalização de Laboratórios de Inovação em governo, nos parece interessante buscar identificar e compreender as nuances presentes nos argumentos de justificativa da escolha pela formalização ou não dessas iniciativas.

Esses argumentos – que muitas vezes aparecem nas falas de servidores, gestores e demais atores que vêm atuando no campo da inovação em Governo, e não aparecem sistematizados ou descritos nos artigos que abordam o tema – nos parecem ter a capacidade de tangibilizar aspectos positivos e negativos da formalização dos Laboratórios, contribuindo assim para uma compreensão mais ampla e de um ponto de vista mais humanizado e menos técnico sobre as possibilidades e entraves que o marco legal pode trazer para este tipo de iniciativa.

Marco legal: “Se não está escrito, não podemos fazer!”

É comum ouvir nas conversas entre servidores públicos que lhes é permitido fazer estritamente o que está escrito e normatizado. A inovação muitas vezes é encarada como ilegal² justamente por essa condição – seus efeitos e descobertas não estão escritos ou descritos como caminhos possíveis em lugar algum.

Isso significa que a formalização muitas vezes é encarada como pré-requisito para qualquer iniciativa ser validada no setor público. Optar pelo caminho da formalização dos Laboratórios de Inovação responde, assim, a inquietações de grande parte dos servidores, que somente irão se engajar se entenderem que a iniciativa é legal, formal. A publicação de um normativo no Diário Oficial significa reconhecimento.

É o momento em que a maioria dos servidores ‘acredita’ que algo existe. Nesse sentido, o fato de um Laboratório ser formalizado expressa um esforço para ser reconhecido e consequentemente, passar a ser considerado uma ação oficial pela grande parte dos servidores públicos.

Porém, se olharmos por outro prisma, podemos também entender que a opção pela formalização para obter reconhecimento e engajamento significa, de alguma forma, ceder a traços marcantes da cultura que se pretende, justamente, transformar.

Alguns laboratórios optam pelo caminho da não-formalização exatamente para mostrar que é possível atuar de maneira menos rígida e formal, obedecendo a uma lógica iterativa de aprendizados e aperfeiçoamentos, possível somente com uma dinâmica de trabalho experimental, em menor escala, típica de um ambiente de laboratório.

“Vamos criar um Marco Legal… “

“…assim teremos orçamento destinado às ações do Laboratório!”

“…assim garantimos que a próxima gestão não irá descontinuar o projeto!”

“…para que possamos estabelecer parcerias com outros atores estratégicos para que a inovação aconteça!”

“…para comunicar nossa existência e nossa essência!”

Afinal: formalizar ou não? Eis a questão:

Oficina de Laboratórios de Inovação em Governo, realizada na 4ª Semana de Inovação, em 2018

É interessante observar que uma mesma justificativa utilizada para embasar a decisão pelo caminho da formalização pode aparecer como argumento para justificar a decisão pelo caminho oposto. Isso reforça a percepção de que, quando se trata de inovação, mais do que seguir receitas prontas, é preciso compreender muito bem as características e necessidades do contexto de implementação.

A observação de outras iniciativas similares, os caminhos escolhidos por outras organizações e consequentes acertos, erros e aprendizados, devem, sem dúvida, servir de norte e inspiração.

Porém, o esforço de compreensão dos atores envolvidos, das peculiaridades do contexto e das necessidades e oportunidades que estão em jogo parece ser o elemento mais importante a ser levado em conta no momento da estruturação de um Laboratório de Inovação.

Diante dessas ponderações, nos parece possível concluir que a formalização nunca aparece como elemento capaz de, isoladamente, assegurar condições de operação e efetividade para os laboratórios. Esta decisão precisa estar embasada na análise do contexto político/ administrativo singular do laboratório a ser criado.

Quando definida a opção pela formalização, ela deve vir acompanhada de outras estratégias, que devem se conectar à realidade na qual a iniciativa se insere, bem como às dores e necessidades que o Laboratório em questão busca amenizar ou resolver.

Formalizados ou não, é importante reconhecer que o setor público precisa repensar sua cultura e a criação de serviços e políticas públicas de forma inovadora e os laboratórios têm sido grandes aliados nesta transição. Como a sua instituição tem lidado com essa necessidade?

Deixando a reflexão um pouco mais complexa

Para complicar um pouco ainda mais sua tomada de decisão temos ainda os casos em que procura-se por uma normatização, mas não encontra-se o meio ideal de faze-la acontecer, pois o laboratório quando nasce pronto pra transformar a instituição por si só é um estranho no ninho – literalmente.

Este é o caso do GNova – Laboratório de inovação da Enap. Ao pedir informações sobre o marco legal do Lab para o Guilherme Almeida ele respondeu que eles começaram com um acordo de cooperação entre Brasil e Dinamarca, como um projeto. Neste livro tem a história sobre este projeto de forma mais detalhada.

O lançamento foi um evento, sem certidão de nascimento, mas com equipe e sala. Nesta época existia a intenção de criar-se uma Diretoria de Inovação, mas na prática demorou seis meses para mudar o decreto e ele ficou um time dentro da Coordenação Geral da Diretoria de Pesquisa.

Depois de um tempo, foi colocado no regimento interno que um dos papeis da coordenação era gerenciar o laboratório de inovação em governo – GNova. Passou a existir como uma atribuição da coordenadoria, mas ainda sem certidão de nascimento.

Mesmo sem esta institucionalização o Laboratório foi indicado pela Casa Civil na capa do Diário Oficial, em julho de 2017 (com menos de um ano) como órgão de apoio técnico administrativo para o projeto de Desburocratização Brasil efieciente.

Guilherme relatou que sempre houve um dilema interno sobre onde encaixar o laboratório, o que era o Gnova e do que ele fazia parte justamente pelo diferencial que esta estrutura

Atualmente já está mais claro para a estrutura e o Gnova é a Diretoria de Inovação.

Marco legal dos laboratórios já regulamentados:

  • Laboratório da ANAC (aqui);
  • LabHacker da Câmara dos Deputados (aqui);
  • LabGes do Governo do Espírito Santo (aqui);
  • Pequi – Laboratório do Governo de Goiás (aqui);
  • iJuspLab/ES da Justiça Federal do Espírito Santo ; (aqui);
  • Laboratório da Justiça Federal de Santa Catarina (aqui);
  • Laboratório da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (aqui);
  • Inovatchê Laboratório da Justiça Federal do Rio Grande do Sul (portaria e atribuições);
  • iJuspLab/SP da Justiça Federal de São Paulo (aqui);
  • (011).Lab – Laboratório da Prefeitura de São Paulo (aqui);
  • Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (aqui);
  • LA-BORA Gov (aqui);
  • Lab.MG (aqui).

Caso não tenhamos citado o laboratório que você trabalha, nos encaminhe um email para atualizarmos o texto ou deixe o link do marco legal do seu laboratório nos comentários.

Se você quer se aprofundar ainda mais nesta reflexão vale ler este livro sobre os Ciclos de Vida dos Laboratórios de Inovação Pública. O pontapé inicial desse registro, foi uma oficina organizada pelo GNova, o (011).Lab e a WeGov com representantes de laboratórios de inovação em governo, durante a 4ª Semana de Inovação, em novembro de 2018, em Brasília.

Foto da capa: Miko Guziuk no Unsplash


Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Uma evidência positiva de inovação no Judiciário Cearense

O pessoal do TJCE provou que sim <3

Uma evidência positiva de inovação no Judiciário Cearense

O mundo mudou e com ele nossa forma de entregar os serviços. Antes da pandemia a gente insistia que precisava estar presente para ajudar as instituições na missão de serem mais inovadoras e agora, durante a crise, aceitamos o desafio de transformar a entrega do nossos serviços.

A resposta dos servidores neste novo cenário tem sido surpreendente. A participação colaborativa nas oficinas remotas tem sido tão boa quanto era nas presenciais (alguns dizem, até melhor).

A facilitação presencial envolve a transmissão de muitos sinais (visuais, táteis, olfativos) que podem se perder completamente em um encontro online, no Google Meet, Zoom e etc…

Facilitar um trabalho na área de inovação no setor público, que envolve simultaneamente aprendizado (com pessoas que nunca ouviram “design thinking”) e construção (com profissionais públicos que querem entregar mais e melhor), é muito, muito diferente de realizar uma simples “live”.

O trabalho da WeGov ao longo dos últimos anos nos levou ao Tribunal de Justiça do Ceará. Tivemos a sorte de encontrar uma turma maravilhosa, pronta para ampliar e ajudar a construir a inovação no Judiciário Cearense!

Inovação no Judiciário Cearense

Neste post, incluímos o texto publicado no Portal do Tribunal, com alguns depoimentos sobre o trabalho que realizamos, nos dias 20, 22 e 24 de julho de 2020, durante Oficina “Let’s Gov – Fazendo a inovação acontecer”. Servidores e magistrados do Tribunal de Justiça do Ceará puderam colaborar e construir juntos os primeiros passos do Laboratório de Inovação da instituição. Um dos participantes, Welkey Costa, registrou os aprendizados visualmente.

Vida longa ao Lab do TJCE 🙂

#HubJus #LetsGov #InovacaoNoJudiciário #PoderJudiciário #Inovação #LaboratóriosDeInovação

Depoimentos

Leia o texto na íntegra: https://bit.ly/TJCELets

Foi finalizada nesta sexta-feira (24/07), a oficina online para definir os conceitos, o formato e a atuação do Laboratório de Inovação do Judiciário cearense. Após oito horas de conteúdo, magistrados e servidores de áreas estratégicas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) destacam o que aprenderam e explicam como funcionará o novo ambiente de desenvolvimento de ideias. O grupo será responsável por desenvolver uma cultura permanente de inovação na Justiça estadual.

“O filósofo Immanuel Kant diz que o conhecimento humano começou com intuições, passou aos conceitos e terminou com ideias. Acho que estamos acostumados a ficar nessa questão da intuição e esquecemos de colocá-la em números e dados para depois extrair ideias que podem ser propagadas.

A oficina vem com o intuito de juntar diversas cabeças pensantes, pessoas de nichos diferentes, e isso faz com que a gente possa agregar um conhecimento muito maior. Profissionalmente falando me leva a transformar essa intuição em ideias palpáveis, que possam efetivamente ser colocadas em prática e disseminadas para mais colegas. Pelo lado pessoal, acho que todo aprendizado traz uma motivação, um grande benefício pra nossa vida”, ressalta a juíza Samara Almeida Cabral, titular do 2º Juizado Especial da Comarca de Juazeiro do Norte.

A magistrada cita outro pensador, o psicoterapeuta Bert Hellinger, para definir a função dos participantes da oficina no Laboratório de Inovação do TJCE. “Hellinger diz que as pessoas inovadoras, motivadas, que querem mudanças, têm que ser tal qual um fermento de bolo. Nas receitas você tem grandes quantidades de outros ingredientes e uma colher muito pequena de fermento, mas é ela que faz o bolo crescer.

Acho que o Laboratório e a missão dos participantes da oficina é exatamente ser esse fermento dentro do Tribunal. Fazer crescer as boas ideias que surgirão dentro do Laboratório. Tem que ser um processo cauteloso. Não podemos passar por cima dos códigos e das leis, temos que atrelar isso à inovação. O desafio é conseguir consolidar o novo com o tradicional. O Laboratório vai ter forte função nisso e eu estou disposta a ajudar”.

Para a juíza Ana Cristina Esmeraldo, diretora do Fórum Clóvis Beviláqua, “o exercício do trabalho em ambiente colaborativo e sem amarras ao pensamento é um enorme ganho para qualquer profissional. E estar em contato com outras pessoas de mente criativa, receptivas a ideias, com formação e habilidades diferentes da sua, estimula o seu pensamento, amplia o horizonte do alcance de suas atividades e faz circular e renovar o entusiasmo pela realização de algo positivo para o bem coletivo.

Entendo que o que vem a ser inovador para o Judiciário torna-se para nós, que fazemos parte desse Judiciário, desafiador e faz com que renovemos nosso aprendizado, ampliemos o conhecimento do novo e olhemos para o futuro sem sustos ou incompreensões”.

A diretora do Fórum da Capital cearense explica como deve ser feita a propagação da cultura de inovação no TJCE: “Penso que essa missão de difusão da inovação há de ser cumprida com senso apurado de dever de comunicação clara, com transparência e simplicidade, e, especialmente, com a construção de exemplos na nossa prática diária, através da proposta de serviços ágeis e eficientes para o cidadão”.

Também participante da oficina, a juíza Kathleen Nicola Kilian, titular da 1ª Vara da Comarca de Quixeramobim, enaltece os conceitos que o novo ambiente de fomento de ideias terá. “O laboratório reforça a cultura da inovação no Poder Judiciário cearense, utilizando o entusiasmo, a criatividade e a inclusão como ferramentas para a construção de novas soluções”.

Diretrizes e Identidade

Segundo o Gerente de Desenvolvimento Organizacional do TJCE, Welkey Costa do Carmo, a oficina foi além de gerar conhecimento, visando construir a carta de serviços do Laboratório de Inovação do Tribunal.

“Juntos, definimos diretrizes, encontramos a identidade do Laboratório e vamos definir que serviços ele deve prestar. A consultoria usa técnicas muito engrandecedoras, relacionadas à participação colaborativa e ao estímulo do pensamento criativo, agregando valores profissionais e pessoais, pois podemos aproveitar isso em diversos campos. O laboratório vai se colocar no papel de difusor, promotor e mantenedor dessa cultura de inovação dentro do Tribunal. Promover mudanças no Judiciário é desafiador, portanto é uma responsabilidade muito grande, que encaramos com seriedade, sob a perspectiva de termos êxito, com muitos resultados positivos para a sociedade”.

Welkey Costa do Carmo – Gerente de Desenvolvimento Organizacional do TJCE

“A oficina me trouxe uma visão mais ampla sobre os Laboratórios de Inovação, além de ter e estar me ajudando a entender e enxergar melhor como a inovação será aplicada dentro do serviço público”, relata Luana Lima, diretora-geral da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ). A servidora se diz motivada em saber que a criatividade será exercitada de forma livre no Laboratório do TJCE. “Teremos troca de ideias e conhecimento das mais diversas áreas possíveis, com o mesmo objetivo, que é o de encontrar e desenvolver metodologias para soluções de problemas, gestão de conhecimento, dentre outros.

Estou bem entusiasmada com esse novo projeto, acho que a responsabilidade de todos é muito grande, mas este será um ambiente que nos permitirá tentar, errar, acertar e apresentar a melhor solução para fazer com que tenhamos um Judiciário inovador”.

Na opinião de Felipe Mourão, gerente do Núcleo de Apoio à Gestão do 1º Grau do Judiciário cearense, com foco nos usuários, as mudanças que virão no TJCE serão benéficas sobretudo para a população. “Com o Laboratório, o Tribunal de Justiça ganha um ambiente para inovar na solução de problemas enfrentados pelo Sistema de Justiça. Assim, por meio da utilização de ferramentas colaborativas e centradas no usuário, a gente espera impactar positivamente a sociedade”.


Quer levar a Let’s Gov para a sua instituição? Entre em contato com a gente <3

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

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O valor da inovação na pandemia

Inovação na pandemia

Estamos acompanhando diversas iniciativas dos laboratórios de inovação de instituições públicas que estão colaborando no combate ao Covid-19.

Com o objetivo de iluminar as iniciativas de inovação na pandemia e dar ideias para que outros inovadores possam replicar, reunimos algumas ações aqui neste texto. Boa leitura!

Íris – Ceará

O Laboratório de inovação da Casa Civil do Governo do Ceará – Íris – criou o Guia “Teletrabalho no setor público”.

O documento é um excelente compilado, focado em setor público e tem um design maravilhoso. Veja sugestões sobre como garantir as rotinas de gestão, a produtividade e a segurança da sua equipe nessa quarentena.

Nidus – Santa Catarina

O Governo de Santa Catarina lançou um painel de acompanhamento que vai utilizar a tecnologia, os dados e a geolocalização para monitorar o avanço dos casos da Covid-19 no estado.

O Laboratório de inovação da Secretaria de Estado da Administração de Santa Catarina – Nidus , é um dos parceiros do projeto. Confira aqui.

GNova – Enap – Governo Federal

Em parceria com o GNova, a Escola Nacional de Administração Pública – Enap lançou 4 desafios na sua plataforma de inovação aberta para enfrentamento ao novo coronavírus.

  • Desafio 1 – Saúde: Como aumentar a eficiência do sistema de saúde no enfrentamento da pandemia?
  • Desafio 2 – Economia: Como reduzir impactos e gerar oportunidades para empresas e empreendedores?
  • Desafio 3 – Impacto social: Como mitigar as consequências socioeconômicas?
  • Desafio 4 – Tecnologia: Como usar a tecnologia para ganhar escala no monitoramento e enfrentamento da pandemia?

iNOVATCHÊ – Laboratório da JFRS

O Projeto Voronoy-Delaunay, do iNOVATCHÊ (Laboratório de Inovação da JFRS), visa a sensibilizar os colaboradores da Justiça Federal, de outros órgãos e a sociedade em geral para as necessidades da população menos favorecida economicamente, que está passando por necessidades durante o período de isolamento social.

O Projeto prevê a divulgação e ampliação da rede de apoio e a promoção de ações e campanhas de auxílio aos necessitados e, também, a discussão de alternativas de sustentabilidade ambiental, econômica e social para implementação após o período de isolamento. O projeto está alinhado com 7 objetivos da Agenda 2030 da ONU e reforça a missão do iNOVATCHÊ como um agente de transformação institucional e social, por meio da cocriação e experimentação de soluções criativas, com foco no ser humano. Para saber mais, entre em contato pelo email: inovatche@jfrs.jus.br.

Reflexões e outros trabalhos

Para além das iniciativas das áreas de inovação indico também a leitura deste texto do Promotor de Justiça de Santa Catarina e Coordenador do Núcleo de Inovação no Ministério Público de Santa Catarina, Dr. Guilherme Zattar, com ótimos insights que nos fazem refletir por dias sobre os impactos do Covid na inovação e no sistema de justiça.

Conclusão

O que eu achei muito legal foi a resposta rápida dos laboratórios (e dos inovadores) em relação à pandemia, isso demonstra que já conseguiram incorporar o pensamento ágil e método de trabalho mais colaborativo tão inerente e necessário para estes espaços de inovação.

Alguns estavam preparados e conseguiram mostrar o valor da inovação em tempos como esses que estamos vivendo. Parabéns inovadores! O momento é altamente crítico, mas é também, uma ode à inovação.

*Essas foram as iniciativas que eu vi, com certeza existem muitas outras. Indique aqui nos comentários do blog.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

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Assista o vídeo de Heloísa Fischer A WeGov convidou Heloísa Fischer, especialista em linguagem simples da Comunica Simples, para dar dicas às instituições públicas de como se comunicarem interna e externamente perante a situação do COVID-19.  Vamos assistir? Linguagem simples – Heloísa Fischer 10 passos para escrever em linguagem simples Planejar e escrever para a(o) […]

Assista o vídeo de Heloísa Fischer

A WeGov convidou Heloísa Fischer, especialista em linguagem simples da Comunica Simples, para dar dicas às instituições públicas de como se comunicarem interna e externamente perante a situação do COVID-19. 

Vamos assistir?

Linguagem simples – Heloísa Fischer

10 passos para escrever em linguagem simples

Planejar e escrever para a(o) cidadã(ão). Conheça 10 passos que o Íris – Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará recomenda para você redigir textos usando a técnica da Linguagem Simples.


Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

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Os bastidores do programa 101 Dias de Inovação.

Era meados de 2018 quando começou a surgir uma pulga atrás da orelha dos WeGovers: em um cenário de troca de governo, como conseguimos contribuir com essa transição para que  a cultura de inovação esteja presente, os projetos inovadores do governo anterior não acabem e os novos tenham espaço de implementação?

Como gostamos de fazer por aqui, sentamos juntos para desenhar colaborativamente uma solução. Como ponto de partida, reafirmamos nossas premissas: para fazer a inovação acontecer é necessário que os agentes públicos se sintam empoderados; que tenham acesso às ideias e ações que possam ser replicadas e também que existam espaços de uma aproximação interinstitucional entre agentes públicos das esferas federais, estaduais e municipais e dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

Juntamos a elas um punhado de desejos: trazer exemplos de servidores e projetos que inovam na forma de pensar e fazer o serviço público; aproximar governo e cidadão para vencer os desafios da sociedade; mostrar ferramentas que ajudem no processo colaborativo; trazer pesquisas e mapeamentos no setor público e incentivar a inovação. E assim o 101 Dias de Inovação no Setor Público foi tomando forma, com a proposta de inspirar esses servidores na implementação de soluções reais em seu contexto de origem.

O programa

Do dia 01/01/2019 ao dia 11/04/2019, através do nosso modelo de aprendizado, o CRIE – Conceituar, Refletir, Implementar e Experimentar -, montamos uma programação de conteúdos enviados diariamente aos assinantes. Optamos por apresentar um panorama diverso de temáticas para que fosse aprofundado conforme o interesse do assinante em pesquisar mais a respeito. Foram vídeos, textos, webinars e podcasts feitos por nós e por mais de 50 convidados, entre pessoas e instituições, que contribuíram trazendo suas percepções ou produzindo conteúdos. Não podemos deixar de agradecer a todos esses produtores de conteúdo, como também aos patrocinadores, apoiadores e instituições assinantes, pela confiança e por terem sido aliados nessa missão. Como já sabemos: inovação não se faz sozinho.

Nosso programa inicialmente foi pensado e divulgado com o foco nos gestores públicos. No entanto, gestores públicos, servidores, professores, estudantes e cidadãos se inscreveram para receber o 101 Dias. Tivemos 7319 inscritos preocupados com o futuro do setor público. E ficamos maravilhados com essa diversidade de público. Para a inovação acontecer, precisamos de todos esses atores juntos na cocriação de soluções que melhorem a vida dos cidadãos.

Produzir o 101 Dias de Inovação nos aproximou de mais iniciativas e pessoas que visam trazer melhorias para a sociedade. O retorno e troca que tivemos ao longo do programa sobre a relevância desse conteúdo para repensar práticas, insights com a equipe de trabalho, aplicar as metodologias citadas, nos encheu de alegria.

Nossos parceiros cresceram e essa jornada sai dia 11/04/2019 dos e-mails para virar o desafio diário de todos nós. A WeGov deseja  incentivar o desenvolvimento contínuo, preparar pessoas para transformar algo. Vamos fazer a inovação acontecer?
Pelos próximos 264 dias inovadores!


Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

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Fechamos as inscrições com 6.712 participantes

Os primeiros dias de transição de governo são sempre um marco para a rotina da administração pública. Durante esse período, a imprensa geralmente direciona seu tempo para cobrir as primeiras ações dos políticos eleitos e seus times. Servidores públicos também constroem e confirmam suas expectativas de mudança.
Pensando nisso, a WeGov desenvolveu o programa 101 Dias de Inovação no Setor Público, que consiste em disponibilizar conteúdos web sobre inovação durante os 101 primeiros dias do ano de 2019.
O “101” é amplamente conhecido como o primeiro e mais básico conhecimento sobre qualquer coisa. É comumente visto em manuais ou em cursos para iniciantes, por exemplo. Por tal motivo, nós, da WeGov, criamos o programa para que os 101 primeiros dias do ano fossem recheados de conteúdos inovadores aos novos líderes públicos e suas equipes.
Todos os inscritos, em sua maioria servidores públicos, receberam (e continuam recebendo) conteúdos em vídeos, textos, webinars e podcasts focados em ajudá-los a transformar a realidade do setor público brasileiro. O conteúdo é entregue diariamente pelas manhãs, via email, e a assinatura foi gratuita.
Nós realmente acreditamos que a inovação é um ótimo recurso para as novas administrações públicas, e buscamos entregar o melhor que há para “capacitar” os novos líderes. O que nós não prevíamos, porém, foi o sucesso estrondoso que o programa alcançou.
Encerramos as inscrições do programa no dia 15 de fevereiro de 2019, com 6.721 inscritos. Foram 1.700 pessoas a mais do que planejávamos. Contamos com a assinatura institucional das seguintes instituições:

Instituições assinantes

  • Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
  • Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina
  • Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
  • Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo
  • Câmara de Vereadores de São Paulo
  • Câmara dos Deputados
  • Conselho Nacional de Justiça
  • Controladoria-Geral da União
  • Escola de Governo do Rio Grande do Norte
  • Fundação Instituto de Educação de Barueri
  • Gabinete Deputada Federal Luísa Canziani
  • Gabinete Deputado Federal Rodrigo Coelho
  • Governo do Estado do Rio Grande do Sul
  • Infraero
  • Inmetro
  • Instituto Hospital de Base de Brasília
  • Laboratório de Inovação do Governo do Espírito Santo
  • Justiça Federal de Santa Catarina
  • Justiça Federal do Espírito Santo
  • Justiça Federal do Rio Grande do Norte
  • Ministério Público de São Paulo
  • Prefeitura de Bento Gonçalves
  • Prefeitura de Lages
  • Prefeitura de Niterói
  • Prefeitura de Queluz
  • Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos do Espírito Santo
  • Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal
  • Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina
  • Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas
  • Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
  • Senado Federal
  • Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo

Tivemos inscritos de todos os estados brasileiros, com maior concentração do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. E, durante todo o processo, contamos com parceiros cruciais para o sucesso.
Nossos agradecimentos à Softplan e ao Institutito República, que patrocinaram o 101 Dias de Inovação. À Macroplan, IBM Brasil, BrazilLAB, Colab, R2OH e Apolitical, que apoiaram o programa através de suas redes.

E nosso maior agradecimento fica a todos 6.721 inscritos e inscritas do programa.

Achei o programa 101 Dias genial! Aliás, tudo que a WeGov faz facilita o processo de ensino, de aprendizagem e de troca de conhecimentos em temas importantes para a Administração Pública como inovação e coprodução, contribuindo para a formação de agentes públicos criativos e engajados na provisão do bem público. 

Vanessa Salm, professora de Administração Pública na UDESC

Obtivemos os melhores retornos possíveis, e saber que o 101 Dias de Inovação está sendo proveitoso para tanta pessoas nos faz acreditar que inovar é possível sim!

Muito mais do que 101 dias de conteúdo sobre inovação, são 101 Dias de Aprendizagem Real em Inovação! Conhecer casos, ter acesso a material variado e interessante, ouvir inovadores do setor público, como a Marília Assis e Adriana Aquini… Toda essa experiência oferecida pelo WeGov aumenta o nosso repertório e mostra o quão vasto, desafiador e complexo é o cenário de inovação no setor público. Sem dúvidas, uma ação que merece os parabéns e que cujo aprendizado oferecido perdurará muito além destes 101 primeiros dias de 2019.

Rodrigo Narciso, servidor público da Agência Nacional de Aviação Civi (ANAC)

E, claro, não poderíamos deixar de fechar as inscrições do programa com chave de ouro! No dia 08 de Fevereiro realizamos um evento sobre o 101 Dias, que reuniu autoridades públicas e inscritos do programa para discutir a pauta de inovação no governo. O evento aconteceu em Florianópolis, na sede da Softplan, com Moacir Marafon (Diretor-Executivo da Unidade de Gestão Pública da empresa) abrindo os trabalhos.
Trouxemos painelistas que expuseram sua visão de inovação nos três poderes: o deputado federal Rodrigo Coelho, representando o Legislativo; a juíza federal Cristiane Comde, representando o Judiciário; e o secretário da administração de Santa Catarina Jorge Eduardo Tasca, representando o Executivo.
Seguimos com palestra do Sr. Paulo Alvim, Secretário Nacional de Inovação vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e representando o Governo Federal na discussão do tema.
Por fim, reunimos em um painel diversos representantes de Estado: Leany Lemos, Secretária de Estado do Planejamento do Rio Grande do Sul; Victor Murad, Coordenador-geral de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Espírito Santo; Paulo Eli, Secretário de Estado da Fazenda de Santa Catarina; e Natalie Unterstell, Superintendente de Inovação do Estado do Paraná.
É, o 101 Dias de Inovação rendeu. Rendeu bons conteúdos, aprendizados, conexões, redes de contato… Esperamos que o programa sirva de inspiração para a implementação de soluções reais no contexto do setor público.
E que ainda venham inúmeros bons frutos, pois o 101 Dias não acabou! Ainda temos mais de 40 dias inovadores por vir!

#TáAcontecendo #101DiasDeInovação

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Conheça mais o nosso trabalho

A WeGov é uma startup focada em estimular ações inovadoras no setor público.
Trabalhamos em parceria com os servidores públicos para difundir métodos e ferramentas que os auxiliem a encontrar e implementar soluções inovadoras para problemas ou desafios enfrentados em suas instituições. O trabalho da WeGov é caminhar lado a lado com servidores e gestores públicos encontrando caminhos mais promissores e eficientes para a prestação do serviço público.
Para cumprir esta missão, reunimos uma equipe apaixonada por inovação e consciente do quanto isto pode contribuir nas atividades realizadas no setor público. Investimos nessa ideia porque acreditamos nos efeitos transformadores deste trabalho para aumentar a credibilidade das instituições públicas, melhorar a prestação do serviço para as pessoas e fortalecer o propósito do serviço público com um ambiente inovador e estimulante para os servidores.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Redes-eGov entra na sua sétima edição

Sete anos é um período que possui várias crenças populares místicas. Como por exemplo: quebrar o espelho dá sete anos de azar, que as relações sofrem uma crise a cada sete anos e outras.
Isto ocorre porque o número sete é um número místico em quase todas as culturas conhecidas. Existe até uma teoria sobre isso chamada teoria de setênios do filósofo Rudolf Steiner. Dentro desta linha de pensamento há a ideia de ver a vida de forma cíclica, a partir da observação dos ritmos da natureza, divididos em fases de sete anos. Algo como: de 7 em 7 anos sua vida muda completamente. Você lembra onde você estava há sete anos, com quem, fazendo o que? Mudou muito desde então?
A minha vida transformou-se completamente. Formei em Administração Pública em 2010 e trabalhei como consultora na gestão pública, algo que mantinha o governo do jeito que estava, com pequenas sugestões de melhoria, mas nada muito inovador. Em paralelo iniciei um freela para gerenciar as redes sociais de alguns políticos. Senti muita dificuldade em fazer um trabalho de qualidade e procurei capacitações na área de social media, mas não existia nada direcionado para o setor público.
Por ser uma dor que enfrentei desde a faculdade (sempre tínhamos que converter os ensinamentos para a realidade governamental) criei o 1º Seminário Nacional sobre o uso de redes sociais e governo eletrônico do setor público através da empresa da minha tia. Agora, em 2018, o evento está entrando na sétima edição.
Lembro que, em 2012, tínhamos muitos interessados e poucos cases. Eu costumo dizer que o primeiro evento foi um fracasso de sucesso. Fracasso, pois não consegui chegar ao objetivo de saber mais sobre como lidar com a comunicação pública digital. Sucesso pois foi a partir de então que começamos a construir nossa comunidade que hoje já conta com quase cinco mil “Social Media Gov” – termo criado por nós da WeGov para nomear estes novos profissionais que surgiram em decorrência da era virtual.
Na segunda edição, em 2013, pedi as contas da empresa de consultoria para me dedicar integralmente a esse novo mundo que eu não conhecia muito, mas já vislumbrava um futuro instigante. Os próprios participantes trouxeram cases para apresentar, ganhei a ajuda do meu atual sócio e marido André Tamura, que saiu de seu emprego e começou a empreender comigo.
A programação ganhou mais força assim como o evento que teve seu nome resumido: Redes-eGov (nome dado por Thiago Tamura – meu cunhado – que sempre que via algo novo e tech chamava de Redes-eGov, para dizer que não entendia muito do que se tratava, algo meio jocoso até rs). E não é que fez sentido?
Na terceira edição decidimos levar o evento para Brasília. Lá fomos eu e o André cheios de materiais e sonhos ao som de Renato Russo – meu grande ídolo: “estou indo pra Brasília, neste país lugar melhor não há…
O evento ficou no cerrado em 2014, 2015 e 2016, mas em 2017 resolvemos trazê-lo de volta para “ilha do silício” – Floripa e em 2018, seguirá aqui.
Temos poucos registros das primeiras edições, pois as fizemos sem empresa, sem site, mais na raça e como um protótipo. A partir da quarta criamos nossa empresa – a WeGov – e aí sim começamos a documentar, confira:

De lá para cá o evento já está na agenda da maioria dos profissionais de comunicação das instituições públicas e nesta lista como um dos principais eventos de tecnologia do Brasil ao lado de Campus Party e RD Summit.
O evento ganhou um reforço com uma equipe maravilhosa de WeGovers, atualmente estamos em 12, e eles trouxeram muitas boas ideias.
Como o evento vai para sua sétima edição decidimos dar uma repaginada, vai que dá azar não considerar a teoria de setênios. Teremos uma feira de cases, premiação, startups, espaço virtual próprio e dinâmicas interativas mais legais do que nunca. Sem contar o nome que deu uma evoluída: deixamos de falar de governo eletrônico há anos e não poderíamos manter o e-Gov, por isso fez todo sentido mudarmos para Redes-WeGov 🙂
E aí, você vem conferir toda essa transformação com a gente?

Dados

Participantes: Aproximadamente 1000 participantes desde sua primeira edição;
Palestrantes: 120 sendo que a maioria do próprio setor público;
Comunidade no facebook: 660 pessoas
Grupo no Whatsapp:174
Público-alvo: agentes públicos que trabalham nas áreas de comunicação, tecnologia e ouvidoria, agências de publicidade que cuidam das contas de governo e empresas que se relacionam com setor público.
Assista o vídeo do evento:

[youtube=https://youtu.be/U_Y9BlKvif8&w=720&h=400]


Redes WeGov 7ª Edição

Te esperamos nos dias 23 e 24 de abril de 2018 para a 7ª edição do Redes WeGov. Para se inscrever, basta acessar este link!

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Vanessa Costa e Major Thiago Augusto Vieira discursaram no Encerramento do HubGov 2017.

No dia 1° de Setembro foi realizado o Encerramento do programa HubGov 2017. Durante a cerimônia tivemos o discurso dos oradores Vanessa Costa e Major Thiago Augusto Vieira, da Justiça Federal e Polícia Militar de Santa Catarina, respectivamente.
Ambos foram participantes do programa, juntamente com mais três colegas de sua instituição. Confira abaixo o discurso produzido e proferido por eles no encerramento do HubGov:

Depoimento dos Oradores: Programa HubGov 2017

por Vanessa Costa e Thiago Augusto Vieira

Boa tarde a todos aqui presentes: autoridades, hubgovers, demais colegas servidores públicos e wegovers. Foi com muita honra e satisfação que aceitamos o desafio de falar sobre a experiência de participar do programa HubGov.
E diante desses 6 meses intensos, como resumir tudo o que vivemos? Um processo contínuo de transformação, de compreender que os desafios alimentam o crescimento e a inovação.
Chegamos aqui isolados em nossas ilhas, cada qual com os colegas da própria instituição. E no processo de nos abrir para ouvir, conhecer e colaborar, sentimos alegria e alívio em perceber que não estávamos sozinhos! Que era possível juntar esforços. E ficamos curiosos para ver o que a soma dos nossos talentos era capaz de criar.
Essa foi uma jornada de transformação. Aprendemos e aplicamos uma abordagem de resolução de problemas centrada na pessoa, nas suas necessidades e nas suas dores, com a empatia permeando todo o processo de inovação. Descobrimos novas formas de olhar, de pensar… resgatamos a criatividade adormecida lá na infância e constatamos que um time produtivo também pode ser leve, divertido e criativo.
A colaboração saiu da teoria e veio para a prática. E ao vivenciar esse processo constatamos que sim, colaboração funciona. Dá trabalho, exige paciência, resiliência, construção de consenso, uma certa angústia enquanto o resultado não aparece… Mas quando os insights brotam, é lindo demais! O entusiasmo toma conta e nos surpreendemos com o que somos capazes de criar em conjunto. E vemos o quanto é rico esse encontro do “nós”.
Encontramos o “nós” quando nos conectamos uns com os outros, não apenas por redes sociais ou telas de aparelhos celulares, mas também por meio de um abraço apertado e de um olhar amigo. Permitam que seus olhos encontrem os de outras pessoas ao seu redor. E se perguntem internamente: o que podemos fazer juntos? Lembrem-se que problemas complexos podem necessitar de equipes multidisciplinares, de diferentes conhecimentos, experiências e perspectivas para que soluções sejam construídas.
Essa solução que alimenta a esperança. A esperança que alimenta o fazer. Todo dia podemos fazer de nossas vidas e do serviço público o que TODOS NÓS sonhamos e desejamos. O fazer ou não fazer só depende de nós, continuemos caminhando nessa busca do inovar, de conjugar o verbo “encantar”.
É certo que dificuldades existem e que os desafios são muitos. Mas podemos escolher: focar no que ainda falta ou nos inspirar nas iniciativas que já estão acontecendo no Brasil e no mundo. O processo é gradual, orgânico, mas segue acontecendo. Permitam-se contagiar e sentir revigorar a esperança e a convicção de que é possível! E lembrem-se de que muitas vezes o impossível só existe dentro de nossas cabeças. E que, aliás, como diria Walt Disney: “é divertido fazer o impossível!”
Transpor as barreiras de nossas instituições, formando uma rede para que possamos cada vez mais bem servir o cidadão. Estamos certos que juntos, colaborando e compartilhando experiências, rompemos com o modelo compartimentado, limitado e de transferência de responsabilidades, infelizmente, tão usuais nos serviços públicos.
Para inovar no serviço público, no mundo, é preciso inovar a si mesmo. Transformação dentro, para poder transformar fora. Conseguir olhar o mundo cotidiano de forma diferente, com lentes capazes de ver outras cores.
Que mais do que técnicas, possamos levar em nossas caixas de ferramentas mais empatia, mais amor, mais vontade de compartilhar e colaborar, mais prestatividade, mais iniciativa e autoresponsabilidade.
Hoje é dia de celebrar, honrar os passos do caminho, agradecer a nós hubgovers pelo comprometimento e parceria, às nossas lideranças pelo apoio, aos colegas do trabalho pela ajuda nas instituições enquanto trabalhávamos aqui, a WeGov por ter concebido e apostado nessa ideia e à Vida por ter nos oferecido essa preciosa oportunidade.
Apesar do tom de encerramento, hoje também é dia de iniciar uma nova jornada: o cultivo das sementes que foram lançadas. Sementes essas capazes de fazer brotar um serviço público melhor. Que cada um de nós possa descobrir o que nos torna únicos, o que fazemos de melhor. Que consigamos colocar nossos talentos a serviço, participando, cada um do seu modo, da construção de um mundo melhor, para nós e para as próximas gerações. O Brasil e o mundo precisam disso.


Mais Informações

Acompanhe a WeGov nas redes sociais e fique por dentro das novidades e do lançamento do Próximo HubGov!
Confira: Fotos do ecenrramento.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Programa interinstitucional de inovação em governo

O HubGov é um programa interinstitucional de inovação em governo, e conta com 56 pessoas de 14 instituições das diversas esferas e setores. Nesse vídeo, conheça um pouco mais o HubGov e os desafios que essas instituições vão enfrentar, com a WeGov dando todo o suporte através de trilhas de aprendizado e mentorias.


Assista o vídeo sobre o Programa HubGov

[youtube=https://youtu.be/AyJG3Bdxf4s&w=720&h=400]

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Raimundo Colombo conheceu a nova sede da Softplan e a WeGov

No dia 09 de maio de 2017, o Governador Raimundo Colombo conheceu o programa HubGov. Ele esteve na nova sede da Softplan, acompanhado das autoridades: Sérgio Gargioni, presidente da Fapesc, Saulo Vieira, presidente do Sapiens Parque, Milton Martini, Secretário de Administração e José Fiates, Diretor Executivo da Fundação CERTI.
O governador foi recebido pelo Sócio-fundador da Sofplan, Moacir Marafon, que o guiou pela sede mostrando a estrutura do prédio. No espaço da inovação da sede, Marafon fez uma apresentação sobre a jornada de sucesso da Softplan, pontuando as principais conquistas desde a sua fundação.
Apresentamos ao governador o Programa HubGov 2017 e o espaço do primeiro co-working para governo, destacando como contribuímos para a inovação no setor público.
Por fim, os HubGovers apresentaram os desafios institucionais que foram definidos no programa, comprometendo-se a desenvolver soluções criativas e significativas para o cidadão.

“É uma iniciativa que ajuda a melhorar a qualidade do serviço interno e também do serviço que chega à população. Estamos habilitando profissionais do governo para pensar como melhorar o operacional de cada dia, como resolver os problemas com burocracia, como dinamizar as nossas ações. E é muito bom ver esse setor crescendo em Santa Catarina, ganhando espaço, oferecendo empregos, permitindo e acelerando o desenvolvimento e a inovação do nosso estado”
Governador Raimundo Colombo, sobre o Programa HubGov

Você pode ler aqui a notícia do portal oficial do Governo do Estado de Santa Catarina sobre a visita, que reforça a necessidade de aproximar iniciativas que visam a inovação na gestão pública.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Publicado no Diário Catarinense, dia 24 de janeiro de 2017

Enquanto cidadã preciso dos serviços públicos em diversas etapas da minha vida (desde o nascimento até a morte). Vejo o governo como uma grande corporação e sempre que preciso dos seus serviços devo pesquisar previamente para saber onde posso resolver meu problema.
Por diversas vezes perco alguns dias indo e vindo com meu problema debaixo do braço até encontrar a instituição que poderá me ajudar.
Da mesma forma que eu vejo o governo assim ele também me enxerga como diferentes pessoas. Um dia eu sou contribuinte, aluna, motorista, mãe, empresária e assim por diante, mas nunca uma única cidadã. Desta forma somos duas entidades fragmentadas e assim o serviço só poderia ser dividido.

Como prestar e receber um serviço exclusivo para a situação de vida em que vivemos com a estrutura que existe hoje em dia no governo? Como seria se não precisássemos ter que ir a diversos órgãos para abrir uma empresa ou se o nosso processo para construção de casa precisasse apenas de um alvará?

Os consultores da Assessoria de Inovação em Governo do Estado de São Paulo – iGovSP pensaram nestas hipóteses e foi assim que criaram o princípio que irá revolucionar os serviços públicos: Governo único para cidadão único.
Para Alvaro Gregorio (consultor do iGovSP) num governo único qualquer problema do governo é “problema nosso”, é problema do todo e, se o todo estiver conectado, a solução virá de uma forma mais barata e eficaz.
Para o governo do futuro imagino um único contato de atendimento ao cidadão, por momento de vida. Estou falando de resolver as situações da minha vida em um único atendimento, no mesmo local, físico ou digital. Isso envolve um sonho antigo dos brasileiros: documento único para se relacionar com o governo (poderei me livrar daquela pasta com carteira de trabalho, CNH, CPF, RG, título de eleitor e etc.).
Tecnologia para isso nós temos o que falta é fazer as instituições públicas entenderem-se como uma única coisa e assim nos verão como um único ser também.


Leia no DC

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

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Servidor Público Federal, atualmente na ENAP (GNOVA)

Dia 19 de janeiro, no lançamento do Programa HubGov, o servidor público federal, Fernando Kleiman, falou sobre o papel da WeGov e a importância da inovação para superar os desafios do governo.


Assista

[youtube=https://youtu.be/PZbujGrKoys&w=720&h=400]


HUBGOV2017

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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E o Painel "Governo do Futuro"

No dia 19 de janeiro de 2017 a WeGov pautou com diversas instituições a urgência da inovação em Governo.
Foram mais 20 instituições que marcaram presença, entre elas a Secretaria de Estado da Fazenda, Secretaria de Estado do Planejamento, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ministério Público de Santa Catarina, Assembleia Legislativa, Tribunal Regional Eleitoral, Fapesc e Epagri, além das prefeituras de Joinville e Jaraguá do Sul.

Dinâmica – Uma notícia para sua instituição


Realizamos uma breve dinâmica como introdução – distribuímos uma folha em formato de matéria de jornal para cada participante, onde eles puderam escrever a manchete que gostariam de ler em 2032 (daqui a 15 anos) envolvendo a sua instituição. No final deste post, destacamos algumas manchetes.

Lançamento do HubGov 2017

Para apoiar a inovação nas instituições públicas, a WeGov apresentou o Programa HubGov 2017 com o tema “Governo do Futuro”. O HubGov irá auxiliar os participantes a propor soluções inovadoras de um desafio institucional através das trilhas de aprendizado e mentorias. Tudo isso em um ambiente colaborativo para inspirar as equipes na criação de protótipos, soluções inovadoras e acesso a uma Comunidade para troca de experiência entre os participantes.
A adesão ao Programa HubGov deve ser feita até o dia 2 de março. As atividades iniciam no dia 7 de março de 2017.

Painel Governo do Futuro


Apresentamos um painel composto pelo mediador André Tamura, da WeGov, Fernando Kleiman da ENAP (representando o Laboratório de Inovação do Governo Federal – G*Nova) e Moacir Marafon, da Softplan.
O painel destacou as intensas transformações sociais e tecnologias, e sob tantas mudanças, cabe às instituições públicas se envolverem nessa nova dinâmica de inovação. Caso contrário, há um inexorável movimento de obsolescência dos serviços públicos e desgaste institucional.

Uma Notícia para a sua instituição

Os participantes fizeram um breve exercício de “criar um futuro”, descrevendo uma notícia que gostariam de ler sobre a sua instituição em 2032. As notícias escritas demonstram os anseios e expectativas de um Governo inovador, sob a ótica dos próprios agentes públicos:
Laboratórios de Inovação em Governo são extintos, uma vez que a cultura da inovação já é realidade prática em todas as esferas e poderes como espaço aberto de participação da sociedade .
Boas decisões do Governo são tomadas na base de conhecimento gerada por nossas cidades inteligentes .
SC apresenta para o Brasil um ecossistema de inovação constituído pelos setores da saúde, educação e segurança .
Cidades brasileiras consolidadas como Human & Smart Cities apresentam IDH comparável às melhores cidades do mundo .
Após consolidação da plataforma digital colaborativa de criação e manutenção de leis, o poder legislativo extingue o cargo de vereador. Todas as leis serão criadas, apreciadas e votadas pelos próprios cidadãos .


Programa HubGov 2017

Para saber mais, entre em contato com a WeGov.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.

Gabriela Tamura
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Publicado no Diário Catarinense, dia 19 de janeiro de 2017

economiacolaborativa transparência dadosabertos inovação redessociais hackathon startups laboratóriosdeinovação empreendedorismo movimentomaker
sistemab negóciossociais blockchain… são termos cada vez mais ouvidos e lidos nos últimos anos, mas não tanto nas instituições públicas.
E isso é uma pena pois a maioria das tags acima influencia diretamente a relação entre governo e sociedade, seja no momento de cobrar tributos, legalizar, fiscalizar ou simplesmente fomentar a inovação.
Com o objetivo de ajudar o governo a não ser sempre o último a saber sobre as inovações, fundamos a WeGov que tem a premissa de levar as novidades para o setor público.
Quando falamos de governo do futuro, com frequência, a primeira imagem que vem na nossa mente é um robô com inteligência artificial, mas precisamos entender que futuro não é somente tecnologia.
O governo que eu quero ter, deve assumir alguns princípios-chave: Olhar as demandas dos cidadãos de forma integral e unificada (Governo Único para Cidadão Único); Permitir o uso e escala de seus recursos (Governo como Plataforma); Ser flexível adaptando-se mais rapidamente às demandas da sociedade (Governo Exponencial) e Viver a realidade de seus representados criando micro-políticas públicas (Governo Hiperlocal).
Parece simples, mas ainda temos o governo em caixas indecifráveis aos olhos do cidadão dentro de um sistema extremamente burocrático sem nenhuma empatia. Tudo isso porque o governo não evoluiu tão rápido quanto a sociedade, e se não o fizer em tempo pode ser que sua existência não seja mais necessária.
Para visualizar o Governo do Futuro precisamos pensar na sociedade do futuro, até porque não existirá um sem o outro. Precisamos evoluir a um denominador comum onde não haja mais rivalidade. No futuro, quando falarmos sobre isso, todos seremos um só.
Minha coluna será mensal e eu falarei pontualmente sobre todos os itens destacados acima, será uma análise positiva de uma administradora pública sonhadora e espero que você me ajude a costurar a sociedade que queremos viver com um governo que queremos ter.

Por Gabriela Tamura

Fundadora e Diretora de Negócios da WeGov. Administradora Pública graduada pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Aberta do Brasil. Resiliente de plantão começou seu relacionamento com o setor público há 12 anos. Conhece bem a realidade do governo e resolveu ajudar.
Foi agraciada com a medalha do Exército Brasileiro em função dos serviços prestados à Nação pela WeGov.